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Guerra das Demografias

No ocidente, não é comum que livros ou quadrinhos sejam direcionados para um público especifico. Claro que os quadrinhos do Superman devem ter em sua maioria leitores homens, assim como os livros melosos do Nicholas Spark possuem mais leitores do sexo feminino. Mas, as editoras em si, não interferem diretamente na demografia do título. Só que a coisa é muito diferente no Japão.

É provável, que como otaku ou apreciador da cultura japonesa, você já esteja familiarizado com termos como shounen, shoujo, seinen e josei, mas a coisa começa a ficar confusa quando você lê aquele mangá de ação cheio de sangue e descobre que ele é um shoujo. Do nosso lado do globo ficou comum classificar shounen como pancadaria para meninos e shoujo como romance e garotas mágicas para meninas. E de certa forma, isso não está errado, pois estes são os focos das suas maiores representantes dos gêneros, a Shounen Jump e a Nakaiyoshi. Entretanto, isso não é uma regra.

Enquanto participava de um fórum americano sobre mangá, vi um grupo de leitores bastante revoltados por um leitor online ter classificado Horimiya como shounen. O mangá é um misto de slice of life e romance, focando no primeiro relacionamento amoroso de Miyamura, o herói do título. Muitos desses leitores alegavam que uma história sem ação e com o foco no romance não poderia ser considerada um shounen. No Japão, o mangá é publicado pela GFantasy, uma revista voltada para o público masculino, ou seja, mesmo que o mangá tenha várias características de um típico shoujo, o fato de sair em uma revista específica para meninos faz dele um shounen. É um pouco diferente do que estamos habituados no ocidente, mas qualquer gênero pode fazer parte de determinada demografia.

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