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Barairo no Hoho no Koro

Morgan e Paul tem personalidades e experiências muito diferentes, mas precisam aprender a conviver quando passam a dividir um quarto no internato onde estudam.

Mídia: mangá
Publicação: 2007
Volumes: 1
Autor: Nakamura Asumiko
Demografia: Shounen-Ai/Yaoi
Gêneros: Escolar, Drama, slice of life

Sinopse: Morgan é um garoto rebelde e violento, filho do prefeito local. Ele é mandado para estudar em um internato e passa a dividir o quarto com Paul, um garoto inteligente e sério, com um passado triste. Apesar das personalidades distintas, o relacionamento entre eles começa a ficar mais íntimo e profundo.

Comentários: Eu não uma grande leitora de obras com apelos yaoi/yuri, geralmente vou por recomendação de algum amigo, pois embora eu não tenha preconceitos com o gênero, não gosto muito de títulos que só se foquem na pegação e não abordem outros temas.

Barairo tem uma proposta bem interessante, que é a descoberta do primeiro amor. Parece um tema bobo, mas é abordado com bastante profundidade pela autora. Morgan é muito inseguro de seus sentimentos e não sabe reagir a eles. A personalidade inflamada e divergências com o pai o tornam instável e inconsequente. Já Paul é um aluno dedicado, o pai morreu durante a Segunda Guerra e isso faz com que ele fique distante dos outros, pois tem medo que os outros se aproximem dele apenas por pena. A relação entre os dois é tumultuada, Paul não percebe os sentimentos que Morgan nutre por ele, enquanto o jovem revoltado não tem certeza dos seus sentimentos que sente. Os sentimentos oscilam entre o amor por Paul e por uma garota mais velha, que trabalha na cantina do colégio. Ele perde a virgindade com a moça e chega a pedi-la em casamento, mas seu pai se opõe.

O traço vária entre ser lindo e horrível, as paisagens não são muito caprichadas, mas algumas cenas de impacto possui uma arte graciosa. É bem interessante como os sentimentos dos personagens são explorados e ganham histórias próprias (até a garota da cantina que parecia uma simples figurante no começo do mangá). O final pode ser bem decepcionante para quem gosta de romance e finais felizes, mas por se tratar do primeiro amor, achei que se encaixa perfeitamente bem com toda história.

Vale a pena? Sim, a história não é muito conhecida, mas achei, apesar de curta, com detalhes bem marcantes e uma profundidade que eu não esperava. Para quem é fã do gênero, pode achar o mangá bem sem graça, mas a abordagem psicológica é bastante complexa, tornando bastante verossímil os sentimentos conflitantes do primeiro amor de um garoto. Barairo tem uma continuação não muito direta, chamada J no Subete, que mostra os personagens já adultos, com foco em Paul e um personagem novo. Morgan aparece apenas como figuração.

Onde encontrar: Em português na Antique e inglês.

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