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Blade of the Immortal

Manji é um samurai que matou seu mestre, mas não pode cometer harikiri pois acabou se tornando imortal ao conhecer uma monja. Agora, para perder o dom da vida eterna, precisa matar 1000 homens maus.
Outros nomes: Mugen no Junnin
Mídia: mangá
Publicação: 1993 - 2012
Volumes: 30
Autor: Hiroaki Samura
Demografia: Seinen
Gêneros: Artes Marciais, Ação, Drama

Sinopse: Manji é um samurai contratado para matar um grupo rebelde. Ao perceber que estava matando inocentes, se rebela contra seu contratante e o acaba matando. Bastante ferido, Manji recebe os cuidados de uma monja, que ao lhe dar um chá misterioso lhe concede a imortalidade. Sentindo-se culpado e não podendo morrer, Manji propõe a monja que, se ele matar 1000 criminosos poderia se livrar da imortalidade. É quando ele se torna guarda-costas de Rin, filha de um grande espadachim, que teve seus pais assassinados por um dojo rival e busca vingança.

Manji e Rin
Comentários: Eu adoro histórias de samurai, e Mugen se tornou um dos meus preferidos, não só pela história, mas também pelo traço lindíssimo que Samura tem. Todo o trabalho é feito a lápis, que dá um efeito bem diferente, não são apenas ilustrações simples para um mangá, cada quadro é uma obra de arte.

A premissa é bem interessante. É comum, na cultura japonesa que um samurai cometa harakiri para defender sua honra, mas Manji não tem esse direito. Ele deve derrotar mil homens maus até ter direito a morte honrada. Nesse intuito, ele conhece Asane Rin, a garota que perdeu a família de forma violenta. Ela deseja vingança, mas apesar do seu desejo, tem poucas habilidades de combate e ingenuidade suficiente para coloca-la em perigo.

Se de um lado temos Rin e sua vingança, do outro temos Anotsu Kagehisha, que deseja eliminar todos os estilos de espada (e por isso ele comandou o ataque ao dojo da família Asane) e desconstruir algumas regras sagradas para os samurais. Ele acredita que matar ou morrer simplesmente para defender sua honra, sem pensar o que isso pode resultar, apenas os torna macacos balançado armas. A Itto-Ryu, grupo formado por Anotsu, é cheio de habilidosos espadachins que foram deixados de lado por causa das normas do Bushidô, isso os torna poderosos e perigosos.

Enquanto a dupla de protagonistas percorre o país atrás dos membros da Itto-Ryu, várias tramas políticas se desenvolvem no plano de fundo, mostrando que as ações de Anotsu são insignificantes perto que pode acontecer ao Japão.

Anotsu (centro) e os membros da Itto-Ryu
O mangá traz muitos personagens, mas todos são bem desenvolvidos, com histórias próprias e ideologias. A história tem um ritmo lento, as coisas são contadas no seu devido tempo, sem que haja atropelo dos acontecimentos. Várias sub-tramas são desenvolvidas e o autor nos brinda com uma história onde não há certo ou errado, bom ou mau, apenas pessoas movidas por seus ideais. Além disso, as lutas tentam serem os mais próximos do real, sem ações desenfreadas, de forma que parece haver pouca ação para um mangá de espadachins. 

Vale a pena? Sim, o começo é meio lento, mas a história é boa, e os personagens cativantes. Para quem gosta de samurais e histórias mais adultas, é recomendadíssimo. O mangá traz várias reviravoltas, que mudam o que se esperar da conclusão da série.

Onde encontrar: A editora Conrad lançou parte da obra até declarar falência. Atualmente, não sei a quem pertence os direitos no Brasil. Mas o mangá pode ser encontrado completo em inglês.    

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