Header Ads

Trilogia Rurouni Kenshin

Trilogia de filmes que adaptam o mangá e anime Rurouni Kenshin para cinemas, provando que algumas adaptações podem ficar boas sim.

Mídia: filme
Lançamento:
  • Rurouni Kenshin – 2012
  • Rurouni Kenshin: Kyoto Inferno – 2014
  • Rurouni Kenshin: The Legend Ends – 2014
Direção: Keishi Ohtomo
Demografia: shounen
Gêneros: Ação, Aventura, Histórico, Drama

Sinopse: Himura Kenshin (Sato Takeru) é um andarilho com o passado obscuro que tenta esconder a todo custo. Durante a restauração Meiji, ele não era um simples samurai, e sim o assassino mais habilidoso do império, conhecido como Battousai. Quando a revolução enfim conquistou o poder, ele apenas sumiu, jurando nunca mais matar ninguém. Dez anos depois, Kenshin se encontra em Tóquio, onde conhece a jovem Kamiya Kaoru (Takei Emi), dona de um dojo e que segue uma filosofia de vida muito diferente da do ex-retaliador. Juntos precisaram enfrentar vários inimigos que cruzaram o passado de Kenshin.

Comentários: Quando vi a primeira vez que iam fazer um filme de Rurouni Kenshin, torci o nariz. Geralmente adaptações de longas obras para filmes curtos, sejam ocidentais ou orientais, sempre ficam bastante ruins. Mas para minha surpresa, os filmes são muito bons.

Muita coisa foi alterada para ser encaixada em três filmes que abrangem dois arcos importantes do mangá, a Saga do Jin-e e da Juppongatana. Mas a maioria das alterações apenas contribuiu para a história, tornando-a mais dinâmica e interessante.

A escolha de atores foi certeira em quase todos os personagens, assim como as caracterizações das personalidades, a ambientação e os combates, que seguem as características principais de cada personagem e são feitos com maestria. É impossível não se empolgar no primeiro embate entre Kenshin e Sojiro ou a luta final entre Kenshin e Shishio, que embora bem diferente do mangá ficou bem interessante e talvez mais próximo do que poderia acontecer na realidade.

Mas o que eu quis dizer com quase todos os personagens? Isso porque existe Shinomori Aoshi no filme. Sempre gostei muito do personagem no mangá, mas achei que o encaixe dele destoou do resto da trama. É o personagem com a motivação mais rasa, o ator é bastante antipático e inexpressivo e as lutas dele não chegam a embalar. É verdade que o combate dele com o Okita valeu pela presença dele no filme, mas ainda assim, achei a presença dele um tanto dispersa e não muito bem aproveitada.
Primeiro embate entre Kenshin e Sojiro é uma das
 melhores lutas dos filmes.

Várias mudanças, entretanto, foram muito bem vindas, como em Kyoto Inferno, onde Shishio usa membros da sua equipe disfarçados como ele próprio para dispersar a atenção do grupo de Kenshin, ou a maneira como mestre do Battousai é introduzido na trama também é bastante inteligente.

As escolhas de cenários, a ambientação, a carga dramática, tudo foi delicadamente pensado e construindo, tanto no objetivo de agradar aos fãs, como conquistar o público que nunca teve contato com a obra original. Para finalizar, Sato Takeru fez um excelente trabalho como Kenshin e me fez gostar ainda mais do personagem.

Vale a pena? Sim. Me surpreendeu positivamente em vários aspectos e mesmo sendo uma fã xiita, todas as mudanças contribuíram para tornar a história menos amarrada.

Onde encontrar: Os três filmes estão disponíveis no Netflix.
Poster promocional do primeiro filme, que aborda o arco do Jinn-E.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.