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O Castelo Animado

Sofia é uma jovem que trabalha numa chapelaria e é amaldiçoada por uma bruxa, assim ela se torna uma idosa e precisa da ajuda do mago Howl para retornar a sua idade original.
Outros Nomes: Howl’s Moving Castle/ Howl no Ugoku Shiro
Mídia: filme
Lançamento: 2004
Estúdio: Ghibli
Demografia:---
Gêneros: drama, fantasia, romance

Sinopse: Sophie é uma jovem que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Howl, um mágico bastante sedutor, mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira, conhecida como Bruxa das Terras Desoladas, lança sobre Sophie uma maldição que faz com que ela se torne uma idosa. Desesperada, Sophie foge e termina por encontrar o Castelo Animado de Howl. Escondendo sua identidade, ela consegue ser contratada para realizar serviços domésticos no local, enquanto tenta achar um jeito de reverter sua situação.

Comentários: Levemente inspirado em um livro de mesmo nome da autora Diana Wynne Jones, O Castelo Animado é uma belíssima fábula sobre crescer. Afinal, o que você faria se se tornasse adulto em questão de segundos, mas com a mesma mentalidade de antes? Muitos filmes de Hollywood já trouxeram essa temática, mas em nenhum deles as personagens chegam a envelhecer tanto a ponto de precisar de uma bengala para andar e ter dores em locais que sequer sabiam que poderiam doer.

Sophie, após a maldição da feiticeira, passa por essa situação e precisa encontrar um jeito de retornar a sua idade normal, mas ela não faz a menor ideia de como reverter tal situação. Assim, ela chegar ao castelo do título e descobre que o mago vive com o garoto Marcle e com Cálcifer, uma labareda de fogo que move o castelo.

Infelizmente, a maldição impede que Sophie conte sobre sua situação, mas Howl acaba por aceitá-la como sua empregada. O que abre uma nova realidade para a garota. Além de ter lidar com o comportamento bizarro e misterioso de Howl, ela passa a desenvolver laços com os outros moradores e saber mais sobre sua condição e a feiticeira que a amaldiçoou.

Se Sophie encanta com o sua ingenuidade em corpo de velha e sua força de vontade e determinação. Howl, também encanta, mas por sua dualidade. Agindo por medo e apreensão, ele se mete em duas facções rivais em uma guerra que solicitam suas habilidades. Isso porque ele possui muitas identidades e cada lado acredita ter contratado uma pessoa diferente.

O diretor Hayao Miyazaki foi muito engenhoso ao retratar as mudanças de atitude dos protagonistas. Sophie deixa de ser a garota submissa as pressões internas referentes a honra e a moral e se torna uma senhora cheia de atitude e sem medos, tomando diversas atitudes que superam até ela mesma, afinal, como diz a própria personagem: “o que uma velha tem a perder?”. Howl vai na contramão disso, o mago esnobe cheio de confiança, ele passa a abrir espaço para a fragilidade de seu espírito e finalmente aceita uma mão amiga para confortá-lo.

Misturando na mesma medida fantasia, guerra, crescimento pessoal, amor, união e coragem, a história cativa e encanta. O traço de Miyazaki não é exatamente meu preferido, mas já é tão característico e marcante que não tem como não gostar dele.

No começo do review, disse que a obra é levemente inspirada no livro de Diana Jones, porque muita coisa foi alterada. Desde o vilão da história a questões filosóficas. Jones não cita nada sobre guerra em seus livros e o desenvolvimento de Sophie é menos visível. O final também é bastante diferente, tendo um final mais “conclusivo” do que a animação.

Vale a pena? Sim, é uma obra bonita e inspiradora.

Onde encontrar: Pode ser encontrado online.

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