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TOP 7: Seinen Preferidos

Um dia os garotos crescem e os interesses mudam. Se lutar pela amizade e o destino do mundo parece muito legal quando se tem 15 ou 16 anos, isso parece não fazer a menor diferença para nossos heróis adultos que olham apenas para o próprio umbigo.

Se é uma característica que me chama atenção no seinen é o fato que os personagens são mais egocêntricos em suas motivações e o que os tornam mais próximos dos leitores. Ainda é possível ter superpoderes, lutas monumentais e destino do mundo envolvido, mas o foco sempre vai ficar no personagem e como ele se sente e por isso seinen vem subindo no meu conceito e se tornando uma das minhas demografias preferidas.

E por isso, nessa edição especial do TOP 7 elenco meus seines preferidos. Como quase toda lista, o meu gosto pessoal voga, mas aqui, principalmente, porque diferente de fazer os melhores seines, onde reconheço que muitos sejam bons mesmo que eu não seja 100% apaixonada pela história. Aqui é apenas aqueles que eu gosto e que podem ser considerados medianos ou ruins de forma geral.

Se você achou meu gosto péssimo, deixe sua lista.

7 – Tom Sawyer

Gêneros: aventura, slice of life, comédia, drama, amizade
Autor: Takahashi Shin
Status: finalizado com 1 volume em 2007.

Haru é uma garota que estuda, trabalha e vive uma vida corrida e infeliz em Tóquio. Até que ela recebe a notícia que sua mãe morreu e precisa voltar para a cidadezinha no interior, onde cresceu e de onde não carrega boas lembranças. Tudo parecia muito ruim até ela conhecer Taro, um garoto que só está ali para passar as férias. Ele quer se tornar seu amigo, mas ela não parece animada com a ideia, até que, por acaso, eles presenciam juntos, um assassinato.

Por que gostei? Primeiro não entendi porque o mangá foi lançado por aqui como shoujo, porque não é, no My Anime List é marcado como seinen, no Japão foi lançado na Melody, uma revista de demografia mista e para quem está acostumado com shoujo com romances colegiais, pode quebrar a cara.

A ideia é ser uma aventura de verão, a última para Haru e sua vida adulta e também o último de Taro como criança, já que ele está entrando na adolescência e sente que tudo será diferente. A trama é cheia de mistério e aventura, se inspirando livremente nas aventuras do livro de Mark Twain.

Eu gostei muito da ligação entre os dois, que é muito forte e única, e todos os percalços pelos quais eles passam, você fica ansioso pela próxima aventura, mas também temeroso porque quando o verão acabar, cada um seguirá sua vida e o verão será só uma lembrança. Também gostei da forma como a história é contada, fazendo com que eventos soltos se liguem entre si.

6 – Yaotsukumo
Gêneros: fantasia, ação, terror, drama, amizade, romance
Autor: Suzuki Sanami
Status: finalizado com 2 volumes (2012 – 2013)

Tachibana Tsukumo, seria uma típica colegial se não fosse pelo fato de não sentir dor quando se machuca. Certa noite, enquanto enfrentava um bandido para defender uma amiga, ela conhece Yao, um rapaz imortal que tem como único desejo morrer e aparentemente, Tsukumo é a única que pode realizar seu desejo.

Por que gostei? O plot da história não é exatamente novo, mas a maneira como é contada me agradou muito. Focado mais no psicológico do que na ação, Tsukumo tem sua vida virada de ponta cabeça após conhecer Yao. A ligação entre eles é maior do que ele poderia desejar e conforme convive com o rapaz, descobre que tudo o que viveu até então foi uma mentira.

Gostei muito das ideias dos vilões e das explicações do kotodama. A arte, que transita entre quadros simples e complexos é bem bonita, as lutas são animadas. Talvez pudesse ser mais longo, o que explicaria melhor algumas situações.

5 – Sidonia no Kishi
Gêneros: ficção científica, mecha, ação, drama, comédia, amizade, romance
Autor: Nihei Tsutomu
Status: finalizado com duas temporadas de 12 episódios (2014 – 2015).

Sidonia é uma nave semeadora, que deve vagar pelo espaço enquanto a humanidade tenta se recuperar de uma devastadora guerra contra os Gauna, uma raça alienígena que destruiu o sistema solar. Constantemente ela é ameaçada por Gaunas e por isso, treina jovens para se tornarem pilotos dos Gardes, mechas que são os únicos capazes de destruírem tais ameaças. No meio disso está Tanikaze Nagate, um jovem que foi criado no “lixão” de Sidonia e se difere muito do resto dos pilotos, entretanto, ele é o único com habilidades para comandar a Tsugumori, mecha lendário usado por um grande herói do passado.

Por que gostei? Tem mechas!!! Ok, isso pesou bastante, não foi o único motivo. Muita gente reclama de Sidonia por ser uma “cópia” de Eva e também por causa da animação. Particularmente, todo anime com robô gigante sempre é comparado a EVA ou Gundam. E quanto a animação, eu realmente gostei do efeito do cell shading nas batalhas.

Mas Sidonia tem uma história muito boa, contada de forma bagunçada para tornar tudo ainda mais complicado, as dinâmicas dos cortes, os personagens que sempre parecem “rasos” num primeiro momento, tudo contribuiu para que eu gostasse e ficasse muito curiosa com a trama.

4 – Puella Magi Madoka Magica
Gêneros: mahou shoujo, fantasia, ação, violência, drama, amizade
Autor: Urobuchi Gen
Status: finalizado com 12 episódios em 2011.

Kaname Madoka é uma estudante normal de 14 anos que está no segundo ano de ginásio e que vivia uma vida pacata até conhecer, no mesmo dia, Akemi, uma garota que é transferida para sua sala e Kyuubei, um estranho animal que lhe conta que ela possui grandes poderes mágico e deve se tornar uma garota mágica.

Por que gostei? Lembro que quando saiu e estava meio saturada do gênero e enrolei eras para ver, mas no final, vi e não me arrependo nem um pouco. Sei que parece estranho garotas de vestido e gliter serem classificadas como seinen, mas apesar do plot, pode se dizer que Madoka Magica é uma desconstrução do gênero, mostrando todos os contras que aceitar ser uma heroína pode ter.

A história é fantástica e trabalha todo o plano com muita maestria. O grupo de garotas é pequeno e por isso, talvez, sejam destrinchadas de forma tão inteligente e direta. O visual fofo contrasta com a violência das imagens e acaba sendo ao mesmo tempo chocante e te fazendo pensar que nem sempre o poder do amor, magia e amizade podem salvar o dia.

3 – Blade of the Immortal (Mugen no Junnin)
Gêneros: histórico, ação, violência, político, drama, romance
Autor: Hiroaki Samura
Status: finalizado com 30 volumes (1993 – 2012).

Manji é um samurai contratado para matar um grupo rebelde. Ao perceber que estava matando inocentes, se rebela contra seu contratante e o acaba matando. Bastante ferido, Manji recebe os cuidados de uma monja, que ao lhe dar um chá misterioso lhe concede a imortalidade. Sentindo-se culpado e não podendo morrer, Manji propõe a monja que, se ele matar 1000 criminosos poderia se livrar da imortalidade. É quando ele se torna guarda-costas de Rin, filha de um grande espadachim, que teve seus pais assassinados por um dojo rival e busca vingança.

Por que gostei? Samurais, violência e contexto histórico, mas não posso negar que o traço do Samura chama muito a atenção. O que mais me agradou na verdade, foi a profundidade dos personagens, todos eles, inclusive os vilões, tem medos, receios, sonhos e objetivos que vão se alterando conforme a trama desenrola. Ninguém é realmente bom ou mal, apenas age dentro daquilo que acredita.

Fora isso, as personagens femininas são muito bem desenvolvidas. Por ser uma história de época, era de se esperar mulheres fracas e banais, mas todas elas têm personalidades fortes, interferem no rumo da história e agem por conta própria. Até Rin, que começa como uma adolescente fraca, se torna muito independente com o desenrolar da série.

2 – ReLIFE
Gêneros: fantasia, slice of life, escolar, comédia, drama, amizade, romance
Autor: Yayoi Sou
Status: em publicação online com 110 capítulos desde 2013.

Kaizaki Arata, aos 27 anos está desempregado, sem namorada e nenhuma perspectiva na vida, mas isso muda ao conhecer Yoake Ryou do Instituto ReLIFE de Pesquisas, que o oferece uma droga capaz de modificar sua aparência para a de um jovem de 17 anos novamente e então tornar-se alvo de experimentos por um ano no qual que ele começa sua vida de estudante mais uma vez.

Por que gostei? O plot realmente não me atraiu de primeira, mas a capa era bonitinha e quando vi já tinha lido 50 capítulos em um dia. ReLIFE é uma daquelas obras que parece não ter nada, mas é muito boa. Focando em Arata e sua mente de adulto, no corpo de uma criança, acompanhamos o seu envolvimentos com os colegas de sala enquanto alguns mistérios sobre o ReLIFE e as motivações de Yoake são apresentadas.

O webtoon é colorido e bem dinâmico, os personagens são autênticos, trazendo-os os mais perto da realidade, com medos, receios, mentiras e decisões estupidas que tomamos na adolescência. É engraçado ver como Kaizaki tem que lidar por essa fase que já passou e ainda consegue vivenciar coisas totalmente novas.

1 – Neon Genesis Evangelion
Gêneros: ficção científica, ação, político, mecha, drama, amizade, romance
Autor: Yoshiyuki Sadamoto
Status: finalizado com 14 volumes (1994 – 2013)

Após o segundo impacto, metade da humanidade é dizimada e seres conhecidos como anjos passam a atacar a Terra. É nesse cenário que surge a NERV, força especial responsável por treinar pilotos para pilotar os Eva, robôs gigantes que são a única arma contra essas criaturas. Nesse cenário está Ikari Shinji, que é selecionado para se tornar um piloto, por mais que ele não se julgue pronto para tal.

Por que gostei? Tem mechas!!! Ok, já disse isso antes. Mas Eva foi o primeiro mangá que eu realmente me empolguei. Fora o calvário de acompanhar desde que lançou no Brasil e ver mudar de editora, entrar em hiatus e por ai vai, foi muito bom acompanhar as desventuras de Shinji e cia.

Misturando muita ficção e politicagem com muitas referências a religião, a histórica é inteligente e sensível, focando nos horrores que os pilotos (um bando de crianças) tem que passar e como isso afeta suas personalidades e consciência do mundo. E porque escolhi o mangá e não o anime? Porque as diferenças sutis entre as obras me faz gostar infinitamente mais do mangá, como a maneira como Kaowru é introduzido ou o destino do Toji.

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