Header Ads

TOP 7: Shounen Preferidos

Toda criança que cresceu vendo anime na televisão aberta no Brasil, já viu algum shounen, com a exceção de alguns poucos títulos shoujo, a grande maioria era shounen. Com muita pancadaria, valores como honra e amizade, poderes voado para todo lado e por ai vai.

Apesar de ser considerado algo voltado para o público masculino, principalmente por causa das demografias das revistas japonesas, não quer dizer que só garotos acompanham. Muita menina é fã de uma boa luta, assim como eu. E por isso, nessa edição especial do TOP 7 elenco meus shounens preferidos. Como quase toda lista, o meu gosto pessoal voga, mas aqui, principalmente, porque diferente de fazer os melhores shounens, onde reconheço que muitos sejam bons mesmo que eu não seja 100% apaixonada pela história. Aqui é apenas aqueles que eu gosto e que podem ser considerados medianos ou ruins de forma geral.

Se você achou meu gosto péssimo, deixe sua lista.

7 – Chrno Crusade
Gêneros: histórico, fantasia, ação, drama, religião, superpoderes, romance
Autor: Morimiya Daisuke
Status: finalizado com 24 episódios (2003 – 2004).

A história se passa em New York, 1928. O grande desenvolvimento econômico dos EUA faz com que a ganância domine cada vez mais seres humanos, este se torna um ambiente ideal para os demônios fazerem suas maldades: enquanto fingem ajudar os humanos, se utilizam destes para os seus próprios objetivos. Para combatê-los, existe a Ordem de Magdalene, formada por padres e freiras exorcistas. Nesse ambiente, vive Rosette Christopher, uma jovem freira que busca seu irmão desaparecido. Ela é auxiliada por Chrno, um demônio com quem a jovem faz um pacto. Ele o ajudaria a recuperar seu irmão em troca de parte da vida dela, assim, toda vez que Chrno usa seus poderes, o tempo de vida de Rosette diminui.

Por que gostei? A trama é diferente na maneira como é contada. Usando a relação entre uma freira e um demônio a trama explora ação e drama na medida certa. Rosette não é a típica garota que precisa ser salva, ela tem personalidade, é proativa e está disposta a tudo para recuperar seu irmão, por mais que tenha noção de que esse será um caminho difícil e tortuoso.

Além disso, gostei muito da trama se passar em um ambiente real e histórico, saindo do Japão ou de ambientes fictícios. A religião também não está apenas para servir de plano de fundo, ela serve para nortear muito dos acontecimentos e respaldar os argumentos dos personagens. Por haver poucos personagens, eles são bastante desenvolvidos e completos.

Embora o final do mangá e do anime sejam diferentes, eu gosto do final do anime por ter uma pegada mais sentimental e direta.

6 – Nabari no Ou
Gêneros: fantasia, ação, drama, superpoderes, amizade
Autor: Kamatami Yuhki
Status: finalizado com 14 volumes (2004 – 2010).

Rokujo Miharu é um garoto comum que descobre carregar a Shinra Banshou, uma espécie de livro que traz todo o conhecimento do mundo, representado na forma de uma mulher, dentro de si, mas ele não tem habilidade nenhuma para controlá-lo. Assim, vários grupos ninjas passam a disputá-lo, com objetivos diferentes: Bantem quer protege-lo, Fuuma remover e selar o poder e Iga utilizar o poder em benefício próprio.

Por que gostei? Das tramas com histórias que tem uma sensibilidade extrema, Nabari no Ou entra fácil. Seguindo uma trama que lembra a do Naruto (da qual a autora é fã), com um garoto ninja que tem uma grande força dentro de si, a autora decidiu trazer o lance dos ninjas para a nossa realidade. É interessante ver como cada “escola ninja” tem uma adaptação com a vida real e como os personagens têm empregos comuns enquanto ocultam suas verdadeiras identidades.

Gostei principalmente do fato de mesmo no meio de uma guerra onde todas as facções ninjas querem os poderes da Shinra Banshou, ninguém é realmente bom ou ruim, a trama tenta explorar todas as facetas dos personagens de forma profunda e intimista, mostrando suas ligações pessoais, os laços que formam e como elas pesam nas escolhas que fazem. Embora não tenha muito ação, toda a parte dramática, política e sentimental compensam.

5 – Rurouni Kenshin
Gêneros: histórico, ação, drama, comédia, amizade, romance
Autor: Nobuhiro Watsuki
Status: finalizado com 28 volumes (1994 – 1999).

Himura Kenshin é um andarilho com o passado obscuro que tenta esconder a todo custo. Durante a restauração Meiji, ele não era um simples samurai, e sim o assassino mais habilidoso do império, conhecido como Battousai. Quando a revolução enfim conquistou o poder, ele apenas sumiu, jurando nunca mais matar ninguém. Dez anos depois, Kenshin se encontra em Tóquio, onde conhece a jovem Kamiya Kaoru, dona de um dojo e que segue uma filosofia de vida muito diferente da do ex-retalhador. Juntos precisaram enfrentar vários inimigos que cruzaram o passado de Kenshin.

Por que gostei? Samurais!!! Além de ser uma temática que gosto muito e ter todo um contexto histórico que o autor gosta de explicar nas notas finais, o mais interessante e cativante é acompanhar a jornada de Kenshin. A primeira vista, parece apenas mais um shounen típico, com cenas de comédia e ação, mas na verdade, é uma grande jornada pessoal de um personagem com um passado sombrio que se pune pelo que fez.

Mesmo que sua dor não seja explorada de forma tão profunda e degradante, o autor conseguiu dar um pano de fundo denso e ainda rechear o mangá com situações típicas de shounen sem estragar a história. Principalmente a partir do arco da Juppongatana, a série vai ganhando mais seriedade, com batalhas mais elaboradas e dinâmicas e personagens que enriquecem a história.

4 – Code Geass
Gêneros: distopia, fantasia, político, ação, mecha, amizade, romance
Autor: Gorou Taniguchi e Okuchi Ichiro
Status: finalizado com duas temporadas de 26 episódios (2006 – 2008).

Em 2010, o Império da Britannia superou as forças japonesas e conquistou o país com um exército de mechas conhecidos como Knightmare Frames. O Japão, então, perdeu sua liberdade e direitos e passou a ser chamado de Área 11, seus cidadãos passaram a ser conhecidos como Elevens e viverem as margens da sociedade, enquanto os britannians assumiam o controle local. Nesse ambiente vive Lelouch Vi Britannia, filho do imperador de Britannia, que é deserdado e banido para o Japão, junto de sua irmã. Os dois passam a estudar na Academia Ashford e mantem sua identidade em segredo, tentando levar uma vida normal. Certo dia, Lelouch encontra uma misteriosa garota que lhe concede um poder chamado Geass, que permite ao usuário dar uma ordem inquestionável a outra pessoa. De posse desse poder, Lelouch planeja se vingar de seu pai e construir um mundo onde sua irmã possa viver feliz.

Por que gostei? Mesmo muita gente reclamando que o traço delicado do Clamp não combine com a pegada do anime, eu acho que exatamente essa discrepância funciona para dar mais impacto a trama. Transitando entre um escolar bobo e uma trama política e conspirações complexas, Code Geass consegue trazer uma trama inteligente que mistura ficção e fantasia na mesma medida.

Além disso, todo o jogo psicológico e político é muito bem elaborado e inteligente, mesmo com as comparações inevitáveis com Death Note, a pegada de Code Geass é mais grandiloquente, mas também mais sentimental. Já que a personalidade de Lelouch é muito mais sensível e sociável, que pesa valores pessoais tanto quanto o bem dos Elevens.

3 – Fullmetal Alchemist
Gêneros: fantasia, ação, político, superpoderes, drama, amizade, romance
Autor: Hiromu Arakawa
Status: finalizado com 27 volumes (2001 – 2010).

Os irmãos Edward e Alphonse Elric perderam sua mãe quando criança e no desespero tentaram ressuscitá-la usando alquimia. Entretanto, a ação deu errado e Ed perdeu seu braço enquanto Al perdeu o corpo todo, para evitar que a perda do irmão, Ed oferece sua perna e aprisiona a alma do irmão em uma antiga armadura. Agora, os dois vagam pelo mundo tentando encontrar uma forma de restaurar seus corpos.

Por que gostei? Dramas e plot twist e não são poucos na história. FMA é aquela obra onde as mortes mais impactantes são de personagens menores e conseguem mudar bruscamente o rumo da história. Apesar de trazer o básico do shounen, com lutas, comédia e ação, toda a mitologia criada é bem fundamentada e coerente. Fora isso, as garotas de Arakawa são fortes e determinadas, sendo mais do que donzelas a serem salvas.

Os personagens são bem estruturados e carismáticos, tendo papeis relevantes, mesmo que sejam pequenos dentro da trama. As lutas são empolgantes e toda a construção é bem elaborada e usa manobras políticas para respaldar os acontecimentos.

2 – Magi
Gênero: fantasia, ação, aventura, político, superpoderes, drama, amizade
Autor: Ohtaka Shinobu
Status: em publicação desde 2009.

Aladdin é um garoto misterioso que viaja pelos desertos cheios de bandidos e criaturas maléficas, ele possui uma flauta mágica que contém dentro dela um gênio chamado Ugo e que o ajuda nas adversidades da vida. Enquanto viajava, ele conhece Alibaba, um jovem que deseja conquistar uma dungeon e mudar seu destino.

Por que gostei? Lembro que não fui pega pelo hyppe da série logo de cara, que me parecia só um shounen bobinho com contexto das 1001 Noites. Mas Ohtaka Shinobu conseguiu acrescentar algo a trama que realmente me fez ver tudo por um prisma diferente: política.

Aqui, questões políticas não são apenas usadas como contexto ou plano de fundo, a autora sabiamente usou fantasia e países fictícios para fazer uma analogia com nosso mundo. Como não ver semelhança no discurso que alega que Fanali podem ser escravizados já que eles são “animais” como acontecia com os negros, ou ver no sedutor discurso de ódio do diretor de Mogamett semelhança com a posição de Hitler em relação aos judeus.

Embora haja espaço para fantasia, aventura e superpoderes, são as conexões e acordos políticos que movem a história, fazendo com que tudo não passe de um enorme tabuleiro de xadrez.

1 – Katekyo Hitman Reborn!
Gêneros: fantasia, ação, comédia, superpoderes, drama, amizade
Autor: Akira Amano
Status: finalizado com 42 volumes (2004 – 2012).

Sawada Tsunayoshi é o típico zero a esquerda, sem talento para estudos, esportes ou qualquer outra coisa, mas diferente de qualquer garoto da sua idade, ele está muito bem nessa sua posição de “bom-em-nada”, mas as coisas mudam quando um misterioso bebê aparece em sua casa, alegando ser seu tutor particular. Seu objetivo? Preparar Tsuna para assumir o posto de chefe da maior família da máfia italiana.

Por que gostei? KHR não é exatamente o melhor shounen, eu reconheço, mas por algum motivo eu realmente gosto muito. Para quem não conhece, o mangá era um slice of life bizarro de comédia que acabou se tornando um shounen de pancadaria e a autora soube transitar muito bem entre as duas situações.

Mas o ponto alto são os personagens, Amano conseguiu criar uma gama elevada de personagens com personalidades muito peculiares e diferentes entre si que acabam te fazendo querer ver mais dos personagens. Outra coisa que também me agrada é toda a mitologia que ela criou em torno dos anéis e chamas, não foge do típico superpoder de shounen, mas tem certo frescor e originalidade.

Apesar do final aquém e de ser mais um daqueles shounen temáticos onde os personagens nada se parecem com seus homônimos reais (talvez a Varia seja o mais perto do que uma máfia deve ser), a história é bem amarrada e todos os personagens, até os figurantes tem um motivo para estarem lá.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.