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TOP 7: Shoujos Preferidos

Shoujo é coisa de menininha, e eu como menina que sou gosto de shoujo. Bem, na verdade, eu não gostava porque associava só a romances colegiais sem muito contexto. Mas com o tempo descobri que assim como qualquer outro gênero, shoujos podem ter pancadaria, mistério, tramas elaboradas e sensíveis e ainda espaço para um romance que pode ser muito mais complicado do que com o coleguinha da mesa do lado.

E por isso, nessa edição especial do TOP 7 elenco meus shoujos preferidos. Como quase toda lista, o meu gosto pessoal voga, mas aqui, principalmente, porque diferente de fazer os melhores shoujos, onde reconheço que muitos sejam bons mesmo que eu não seja 100% apaixonada pela história. Aqui é apenas aqueles que eu gosto e que podem ser considerados medianos ou ruins de forma geral.

Se você achou meu gosto péssimo, deixe sua lista.

7 – Bitou Lollipop
Gênero: escolar, comédia, drama, slice of life, romance
Autor: Iketani Rikako
Status: finalizado com 7 volumes (2006 – 2009) .

O mangá conta a história de Madoka, uma garota comum, de família não muito comum que acaba indo morar com a família Asagi e conhece Tomoyo, um garoto mais jovem, superprotegido pela mãe e que sonha em ser mangaká. Enquanto se torna amiga do rapaz, tem que lidar com seus sentimentos por Ono, o garoto mais bonito e popular da escola.

Por que eu gosto? Madoka é uma heroína forte e decidida. Embora possa ser indecisa, ela é determinada, não foge do problema, nem fica chorando a toa. A relação com os pais é complicada e engraçada e ela não se envergonha de resolver as coisas no grito. Os garotos também fogem do clichê. Ono é cheio de segredos e tons de cinza e Tomoyo é cheio de personalidade e maturidade.

Apesar dos clichês, a trama é bem estruturada, sem julgamentos ou discussão de caráter. Os personagens têm atitudes humanas, erram, fraquejam, se arrependem. Eu não sou fã de triângulos amorosos, mas a autora acertou a mão em Bitou Lollipop.

6 – Usotsuki Lily
Gêneros: escolar, comédia, slice of life, gender bender, romance
Autor: Komura Ayumi
Status: finalizado com 17 volumes (2009 – 2014).

A trama é bastante solta e flexível para se adaptar as loucuras da autora que se foca no relacionamento de uma garota e um rapaz, que é na verdade um travesti. Assim, Hinata se mete nas maiores furadas por causa de En, que é uma garota muito mais bonita do que ela.

Por que eu gosto? Friamente falando é um romance típico e cheio de clichês, mas seja pela gama de personagens ou pelas situações extremamente bizarras que a autora cria, acaba se tornando apaixonante e memorável. Afinal, não tem como falar que um namoro de uma menina comum e sonhadora do colegial com um garoto que se traveste pelo motivo mais bizarro de forma simples. Apesar de haver romance, o foco realmente é a comédia e que é muito boa, aliás.

5 – Wish
Gêneros: fantasia, drama, romance
Autor: Clamp
Status: finalizado com 4 volumes (1995 – 1998).

Shuichiro Kudo é um médico que um dia encontra um anjo, Kohaku, sendo atacado por um corvo. Ele resgata Kohaku e, em troca, o anjo se oferece a conceder-lhe um desejo. No entanto, Shuichiro não quer nenhum, isso faz com que Kohaku fique ao seu lado, até que ele decida por algo.

Por que gostei? É fofo e é Clamp. Embora eu goste muito das obras do Clamp, Wish para mim tem um quê especial. Seja pela história ser contada de forma mais lenta e introspectiva, pelos personagens serem mais sensíveis, a comédia ser mais discreta, ou pela ambiguidade dos personagens, afinal anjos não tem sexo, e na versão japonesa do mangá nunca é deixado claro se Kohaku é exatamente homem ou mulher.

Além disso, me agrada muito o traço da Nekoi, que é mais simples e limpo que o traço da Mokona (responsável pelo traço dos trabalhos principais do grupo). É uma obra delicada e leve, mas que te faz pensar no peso das coisas. Os personagens são carismáticos e tão amáveis que você tem vontade de levar todos para casa.

4 – After School Nightmare
Gêneros: fantasia, drama, escolar, gender bender, romance, terror
Autor: Mizushiro Setona
Status: finalizado com 10 volumes (2004 – 2008).

Ichijou Mashiro é um estudante que lida praticamente com as mesmas preocupações de todo adolescente, exceto pelo fato de que ele esconde um segredo: é metade homem, metade mulher. E como se sua vida já não fosse difícil o bastante, ele é convidado a participar de uma aula especial, na qual para se graduar é preciso encarar os seus maiores temores e enfrentar seus piores inimigos, tudo isso através dos sonhos.

Por que gostei? Aparentemente é só um shoujo gender bender e foi por isso que comecei a ler, mas After School é muito mais que isso, bem mais, e o romance pode até ficar de lado diante de todas as surpresas que a obra apresenta.

O grande destaque fica para as aulas especiais, onde cada aluno tem que enfrentar seu maior medo, mas que é visualizado por todos. O objetivo é encontrar uma chave, que acontece quando se supera seu trauma e com isso se consegue sair das aulas especiais. Eu realmente me surpreendi em como isso é montado e como cada um se visualiza muito diferente dentro do sonho.

O final é o grande destaque, e embora a autora desse várias dicas do desfecho, eu nunca percebi (também é preciso ter conhecimento bem grande de algumas situações típicas do Japão para entender a mensagem). Achei fantástico.

3 – Ao Haru Ride
Gêneros: escolar, slice of life, drama, romance
Autor: Sakisaka Io
Status: finalizado com 13 volumes (2011 – 2015).

Quando criança Yoshioka Futaba era apaixonada por Takana Kou, um colega de escola. Entretanto, por causa de um mal entendido, ele acha que ela o odeia e por motivos familiares acaba mudando de escola. No colégio, Futaba sempre foi hostilizada por causa do seu jeito meigo, por isso, quando adolescente, decide ser o menos feminina possível para manter a amizade das garotas. Um dia, ela acaba se reencontrando com Takana, agora sob o nome de Mabuchi Kou.

Por que gostei? Pode-se dizer que o mangá me comprou no primeiro capítulo quando Kou diz a Futaba que ele foi apaixonado por ela quando criança, mas esse sentimento ficou no passado. A franqueza do personagem de já destruir toda a possibilidade de romance logo de cara realmente me chamou a atenção pela ousadia da autora.

Ao Haru Ride é cheio de clichês do gênero, mas a autora sabe transitar muito bem entre eles, sem nunca ficar repetitivo ou enfadonho. Os dramas que Futaba e Kou passam parece muito real, doloroso e palpável e não tem como você não amá-los e odiá-los na mesma medida. Gostei de não haver respostas simples, eu te amo jogados na trama e outras manifestações do gênero. Não é inovador, mas é muito sensível e pessoal.

2 – Shounen Onmiyouji
Gêneros: histórico, fantasia, ação, drama, amizade
Autor: Misturu Yuki
Status: finalizado com 26 episódios (2006 – 2007).

Abe no Masahiro é um garoto comum que carrega um grande peso nos ombros, ele é neto de Abe no Semei, o maior onmiyouji (uma espécie de bruxo) do Japão, e todos esperam que ele suceda o avô. O problema é que Masahiro tem pouquíssimos poderes e nenhuma habilidade. Um dia, ele encontra um mononoke chamado Mokkun que acredita em seu potencial, assim os dois se unem para derrotar youkais locais e tornar Masahiro digno de suceder o patriarca da família.

Por que gostei? Tem youkais, mas, além disso, tem uma trama inteligente e muito amarrada que em fez gostar bastante, apesar do traço envelhecer muito a animação. A trama parece a mesma de um shounen, onde um zero a esquerda desperta todo o seu potencial e se torna o “pica das galáxias” só que a maneira como Masahiro vai lentamente se tornando um onmiyouji, em meio a fracassos, erros, medos e perdas, faz a trama ser muito sensível e introspectiva.

Não é um garoto salvando o mundo, mas um garoto tentando encontrar a si mesmo em meio a expectativas criadas, sombras que o acobertam e pessoas que não confiam em sua capacidade. As batalhas são animadas e a interação dos personagens é muito particular. Há momentos tristes, cômicos e grandes laços de amizade.

1 – Natsume Yuujinchou
Gêneros: fantasia, escolar, drama, amizade
Autor: Midorikawa Yuki
Status: Em publicação desde 2003.

Natsume Takashi seria um adolescente como outro qualquer, se não fosse sua habilidade de ver youkais. Após a morte de sua avó, Reiko, ele herda um estranho livro que contem os nomes de vários youkais que ela coletou em vida. Conhecido como Livro dos Amigos, quem tiver posse do objeto, terá controle sobre todos os seres que possuem seus nomes contidos ali. Para evitar que o livro caia em mãos erradas, Natsume decide libertar os youkais, devolvendo seus nomes, mas isso não significa que será uma tarefa fácil.

Por que gostei? A trama consegue pesar na mesma medida, uma trama sensível que te faz querer ter sempre um lencinho a mão e mistério, com personagens que parecem ser uma incógnita na vida do adolescente.

Midorikawa Yuki consegue fazer de um tema super batido, pessoa que vê youkai, e sem nenhuma grande mudança, uma das histórias mais delicadas que já li. Isso porque ela traz uma sensibilidade única a história. É uma daquelas tramas onde você se pega amando todos os personagens (até mesmo o “vilão”) e querendo saber mais sobre cada um deles.

O traço é levíssimo, há um clima de melancólica que sempre permeia tudo e mesmo em momentos felizes é possível perceber que sempre há algo no íntimo do garoto que o impedirá de aproveitar o momento integralmente, e esse sentimento acaba te impulsionando a querer acompanhar o dia-a-dia de Natsume e sua trupe.

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