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Angelic Layer

Misaki é uma garota inteligente que ao lado de sua Angel, Hikaru, pretende se tornar a nova sensação em um popular jogo chamado Angelic Layer.
Mídia: mangá
Publicação: 1998 - 2001
Volumes: 5
Autor: Clamp
Demografia: shounen
Gêneros: ação, drama, comédia, sci-fi

Sinopse: No futuro, a tecnologia alcançou um patamar elevadíssimo e assim surgiu um jogo chamado Angelic Layer. Nele, bonecos, conhecidos como Angels, são controlados mentalmente por seus donos em um campo de batalha. Quando chega a Tóquio, Misaki fica encantada com esse universo e decide participar de grandes competições. Assim, em companhia de sua Angel chamada Hikaru, a menina vive grandes aventuras para se tornar campeã da modalidade.
Misaki e Hikaru

Comentários: Angelic Layer é o mangá mais menosprezado do Clamp. Sim, muitos fãs do grupo não gostam da obra e muita gente fala mal sem nem ao menos ter tido contato realmente. Mas mesmo com todos esses contras, fui ler e cá estão minhas impressões.

Angelic Layer é bom, mas é ruim por ser uma obra do Clamp. E para mim, o principal problema é que a trama é muito corrida.

Basicamente podemos falar que AL é um Medabot de Barbies, onde garotas (e alguns meninos) criam suas Angels, personalizando visual e nome e as colocam em batalhas. É um conceito interessante, tanto a tecnologia empregada como as disputas, a ideia de torneio, mas tudo acontece muito rápido.

Logo de cara Misaki já conhece Icchan que a ajuda com várias informações. Assim como é comum em obras do Clamp, adultos legais que ajudam o personagem sempre tem alguma historia mais profunda e Icchan é o criador do conceito Angelic Layer. Ele vê um grande potencial na garota e por isso se propõe a ajudá-la.

Eu gostei muito das batalhas, tudo é muito dinâmico, estratégico e inteligente, Misaki tem uma grande habilidade de memorização e aprendizado e gosto muito quando ela pede para o amigo de escola lhe mostrar golpes de karate para que ela pudesse aprendê-los e usar em sua Angel. Os rivais de Misaki têm habilidades únicas e personalidades marcantes, o que os torna bastantes carismáticos e memoráveis.
Hikaru (Misaki) vs. Wizard (Ohijiro).

 Só que me incomodei com o fato de Misaki ser um prodígio logo de cara, ela treina pouco e consegue avançar rapidamente no torneio sem muito esforço e com apenas uma derrota. Essa celeridade, sem que a personagem absorva as vivencias que teve me parece muito aquém das outras obras do Clamp que sempre tiveram muito foco no desenvolvimento intimista e lento.

Outra coisa que é pouco explorada é seu relacionamento com os amigos e com os rivais, os elos vão se formando muito rapidamente, sem realmente parecer natural. Quase como se as pessoas se tornassem amigas porque estavam lá e não por desejo ou entrosamento.

A cereja do bolo é a mãe da Misaki, que raios de argumento horrível foi aquele para justificar suas ações, achei fraco e despropositado. Embora eu não tenha visto o anime, sei que a justificava é muito mais cabível.

Entretanto nem tudo é ruim, a arte é linda, Misaki é muito animada, os amigos são legais, as referências do Clamp a outras obras continua presente, mas de forma mais discreta. Icchan e Ohijiro são um show a parte e valem cada quadro que aparecem no mangá.

Por que ler?
É divertido, boas lutas, história interessante.

Por que não ler? Muito corrido, pouco “sentimentalismo”, mãe da Misaki.

Onde encontrar: Foi publicado pela JBC.
Misaki, Hikaru e aa outras garotas com suas Angels.

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