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Magi: The Labyrinth of Magic

Aladdin é um estranho garoto, que com sua flauta mágica e a ajuda do seu Djin Ugo, vive as mais diversas aventuras em meio ao deserto.

Mídia: anime
Ano de Exibição: 2012 - 2014
Episódios:
  • Magi: The Labyrinth of Magic – 25
  • Magi: The Kingdom of Magic – 25
Estúdio: A1 Picutres
Demografia: shounen
Gêneros: aventura, ação, fantasia

Sinopse: Aladdin é um garoto aparentemente comum que viaja pelos desertos cheios de bandidos e criaturas maléficas, como companhia ele tem apenas Ugo, um Djin sem cabeça que mora dentro da sua flauta. Em sua jornada, ele acaba conhecendo Alibaba, um jovem que deseja conquistar uma Dungeon e mudar seu destino. Assim, os dois se tornam amigos e vão explorando e desvendando todos os mistérios daquela região.

Aladdin e Alibaba
Comentários: Lembro que quando Magi saiu não me animei para ver, a animação era muito colorida e parecia ser só mais um shounen genérico. Além disso, a temática das 1001 Noites não é uma das minhas preferidas e para mim seria uma versão do Aladin da Disney, só que japonês.

Errei e errei feio. Mas vamos por partes: a abertura é animadinha, feliz e bem teen, com aquele tipo de música que parece grudar no cérebro. Cinco minutos do começo do anime e achei chatíssimo. Mais alguns minutos e blah... Iria terminar o primeiro só por terminar, mas decidi dar uma segunda chance e fui para o próximo, e assim segui sem realmente prestar atenção, nesse meio tempo houve uma explicação sobre as Dungeons, os Djins, mas nada que realmente me cativasse, até que a Dungeon acabou e Aladdin e Alibaba se separaram. E finalmente eu me vi prestando atenção aos capítulos.
Aladdin e Alibaba com Amon ativado.

Apesar do começo morno que funciona como uma apresentação de personagens e mitologia, como o uso do Magoi, feito por pessoas normais ou o uso do Rukh, feito por Aladdin, a coisa engrena realmente quando questões políticas começam a permear a trama. Mesmo que de uma maneira mais despojada e leve, a autora discute importantes posicionamentos, como o da tribo que tem que escolher entre permanecer viva, mas perder sua identidade ao ser anexada por outro país ou manter suas tradições e ser dizimada ao tentar manter sua cultura.

A partir dai, a coisa fica mais complexa e interessante, com lutas, política, mistérios e explicações sobre o que afinal de contas é o Aladdin. Personagens relevantes começam a aparecer na trama, como Sinbad e sua trupe, o passado de Alibaba é destrinchado e vemos que ele carrega uma enorme responsabilidade. O arco de Balbadd é bem interessante por colocar Aladdin e Alibaba defendendo ideais opostos, além de trazer grandes revelações como o aparecimento de Judal e Al-Thamen. Essa parte mescla bem ação, drama, comédia e flashbacks.

Depois disso, a trama ganha um aspecto mais leve, com os arcos focados na introdução de Hakuryuu ao grupo de Aladdin e no que eles passam em Sindria, país de Sindab, e na Dungeon de Zagan. O final não é muito emocionante, mas é bem competente.

Depois de ter minha opinião alterada, eu tinha grandes expectativas por Kingdom of Magic e não sai decepcionada. O começo é quase como o da temporada anterior, lento e meio sem graça, mesmo assim consegue criar um elo entre os personagens e trazer o passado de alguns deles à tona.
Ren Hakuryuu e Alibaba Saluja
Assim como aconteceu em LoM, ocorre uma separação entre os personagens, onde cada um deles vai seguir seu destino e é exatamente nessas partes que a história anda e surpreende. Com foco maior em Aladdin, acompanhamos sua mudança para Magnostad, um reino focado na magia, onde ele ingressa em uma escola mágica. Em minha opinião, é um dos melhores arcos do anime, porque consegue mostrar sem muito julgamento, os dois lados da mesma moeda. É impossível não se sentir seduzido pelo discurso do diretor da escola, fazendo uma ode aos magos, mas ao mesmo tempo, é possível ver como é um discurso de ódio e cheio de ressentimento.
Titus, Sphintus e Aladdin em Magnostad.

O arco de Magnostad serve para revelar mais sobre a mitologia criada em Magi, as ações da Al-Thamen e também trazer personagens que até então tinham sido apenas citados, com os outros Magis. As batalhas são mais constantes, os personagens estão com personalidades mais definidas e a animação está melhor que a da primeira temporada, de forma que a arte está mais bonita, menos chapada e as batalhas melhores desenvolvidas.

Além disso, é interessante acompanhar os caminhos de Alibaba, mas principalmente os de Morgiana e a origem dos Fanalis. O final do anime termina em aberto, com muitas pontas soltas, como a aliança entre Judal e Hakuryuu. Mesmo assim é bem satisfatório.

Em relação a animação em si, o character design está muito bom, assim como o trabalho de dublagem. A animação vai ganhando qualidade conforme os arcos avançam e poucas coisas foram alteradas em relação ao mangá, principalmente por causa desses fechamentos de arco no final de temporada.
Morgiana, sua linda *-*

As músicas são bonitinhas, mas nada muito especial, embora a V.I.P, aquela que eu disse no começo que gruda na cabeça, me dê uma sensação muito de jornada aventureira feliz, como é o começo da obra, e acabou se tornando uma das minhas preferidas. As endigns são bonitinhas, mas nada demais também.

Sinto que falei muito e não falei nada...

Por que ver? Personagens carismáticos, discussões políticas, mitologia interessante.

Por que não ver? Piadas e fanservice típico de shounen, final inconclusivo, começo morno.

Onde encontrar: Online ou Netflix.
Judal e Aladdin numa fanart lindíssima. 

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