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Puella Magi Madoka Magica

Não, Madoka, não se torne uma garota mágica!

Outros Nomes: Mahou Shoujo Madoka Magica
Mídia: anime
Exibição: 2011
Episódios: 12
Estúdio: Aniplex
Demografia: shoujo/seinen (?)
Gêneros: drama, fantasia, escolar, psicológico

Sinopse: Kaname Madoka é uma estudante normal de 14 anos que está no segundo ano de ginásio e que vivia uma vida pacata até que ela e sua amiga, Miki, acabam salvando uma estranha criatura que atende pelo nome de Kyuubey. Pela ajuda, Kyuubey oferece a elas a chance de se tornarem garotas mágicas e terem seu maior desejo realizado, mas nem tudo é tão simples como parece.

Comentários: Primeiro, admito que demorei muito tempo para realmente ver Madoka Magica, e foi por puro preconceito do hype que havia se criado. Além disso, eu não estava numa vibe para meninas e purpurina e por isso, demorei muito para sentar e ver. E não me arrependo, acho que quando o anime saiu, eu não teria a maturidade que tenho hoje para apreciá-lo.
Kyoko, Homura, Madoka, Mami e Sayaka
 A trama acontece ao redor de Kaname Madoka, uma estudante simples, que tem duas melhores amigas, Hitomi e Sayaka. São jovenzinhas simpáticas, educadas e estudiosas, cuja maior preocupação adolescente é evoluir para ser uma adulta atraente e ter namorados. Madoka mora com os pais amorosos, sendo sua mãe muito participativa em sua vida e um ideal de vida adulta que a menina possui.

Mas tudo muda em um único dia, quando uma nova aluna é transferida para sua turma, a misteriosa Homura. Nesse mesmo dia, ela conhece Kyuubey, um animal estranho que oferece a ela e Sayaka, a realização de seu maior desejo, por mais impossível que pareça, em troca de tornarem-se Puella Magi, uma heroína que deve combater bruxas que ameaçam seres humanos. Apesar da oferta tentadora, as duas meninas não estão certas disso, mas acabam conhecendo Mami Tomoe, uma Puella amigável, animada e experiente, que acaba servindo de referência para as garotas.

Mais tarde, ficamos conhecendo outras Puellas, incluindo Homura, a garota misteriosa da turma de Madoka que parece não gostar de ninguém e tem uma rixa pessoal com Kyuubei. Contar mais da história é estragar todos os mistérios e segredos, mas posso dizer que muitas coisas me surpreenderam.
A impressionante estética dos labirintos.
A primeira delas é a desconstrução do mito da mahou shoujo, mostrando que não é só magia e fitas cor de rosa. Essa abordagem, esse outro lado de ser a heroína foi o que me prendeu a história. Principalmente o relacionado a sacrifício. Em quase todos os mahou shoujos, é comum que uma figura estranha e desconhecida apareça dizendo que a garota é a escolhida, mas nunca essa aproximação é questionada. As meninas raramente titubeiam em aceitar o peso de ser uma heroína, como se salvar o mundo fosse um passeio no parque. Já Madoka Magica vem para mostrar como ser uma mahou pode ser triste, doloroso e solitário. A segunda coisa que me cativou foram as lutas contra as bruxas. O que eram aquilo? Achei sensacional o estilo de montagem, com recortes, colagens e texturas muito diferentes do resto da animação. Se a ideia era ser ao mesmo tempo fofo e estarrecedor, o Shaft acertou em cheio, porque eu me sentia incomodada e acolhida naqueles cenários. Apesar das batalhas não serem longas, eram bem construídas e interessantes, quase como uma dança.

Achei tudo muito bem trabalhado, as lutas, a mitologia criada, principalmente a que remetia as bruxas e ao Kyuubei. O fato de ter apenas cinco meninas acaba sendo um trunfo, pois é possível explorar a personalidade de cada uma delas, mesmo sendo bastante focado na Madoka. Particularmente gostei de todas, mas principalmente de Mami e Sayaka, que para mim, tiveram os dramas mais palpáveis.

Claro que a animação não é perfeita, o começo é bem morno e parece caminhar para o típico mahou shoujo, é a partir do episódio 3 que a coisa se torna um divisor de águas. Quem achava parado se anima, que gostava da fofura pode desgostar. Ainda assim, o anime é bem mais focado no drama então não há muitas batalhas, e quando elas acontecem, elas são rápidas de serem concluídas. A própria Madoka pode ser um ponto negativo, a personagem é meio perdida e inútil, mais como se fosse um fio condutor da história do que realmente fizesse parte dela. Isso se dá pelo fato dela não ter certeza de querer ser uma mahou e acompanhar apenas como espectadora o destino das outras meninas.

O final é outro ponto que, se não me desagradou, não me agradou realmente. Embora eu tenha entendido perfeitamente a escolha da personagem e como isso pesava no destino das outras mahou, eu realmente esperava uma explicação mais complexa e elaborada, como foram todas as outras ações na série. A sensação foi a mesma que tive com o final de Fate/Zero e curiosamente as duas obras tem o dedo de Urobuchi Gen, logo, talvez esse final ‘foi bom, mas não foi tão bom’ seja uma marcada registrada dele.

Apesar dos contras, eu realmente me surpreendi com a crueza que o tema é tratado, mostrando os contras de ser um herói. Não que isso já não tenha sido discutido em outras mídias, mas a maneira como Madoka explora isso, mostrando que não há reais recompensas ou glória pesa muito.
Charlotte: a bruxa mais fofa (ou não)
Vi algumas pessoas na net reclamando da falta de personagens masculinos na trama, tendo um ou outro apenas de figuração, mas quantos shounen mal aparecem garotas e quando aparecem são só meninas em perigo? Claro que não sou a favor de excluir nenhum gênero, mas como o foco aqui é mostrar o peso que recai sobre essas garotas, por ser uma animação curta, creio que não haveria sequer espaço para tal desenvolvimento (embora eu realmente ficasse satisfeita em ver um episódio contado do ponto de vista do Kyousuke).

Por que ver?
É inteligente, interessante, desconstrói o mito da mahou shoujo e traz uma mitologia muito completa.
Por que não ver? Ainda é um mahou shoujo, final aquém do restante.
Onde encontrar: Pode ser encontrado online ou no Netflix.

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