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Salvem suas calcinhas com Joshi Shougakusei Hajimemashita P!

Sabe aquela expressão, a curiosidade matou o gato? Pois bem, essa sou eu. Eu estava em um leitor de mangás online, até ver uns comentários sobre um mangá em especifico. Eu não fazia ideia de qual mangá era e os comentários sobre a obra eram algo no nível “o que foi isso que eu acabei de ler”. E foi assim, movida pela curiosidade que eu conheci Joshi Shougakusei Hajimemashita P!

Eu reconheço que já li muita coisa estranha nessa vida, Unapai! entrou na minha lista de leitura exatamente por essa curiosidade de comprovar se algo ruim é ruim mesmo. E em algumas vezes, bem raras, o mangá não é tão ruim ou bizarro quanto as pessoas pintaram. O problema é que Joshi Shougakusei Hajimemashita P! não tem salvação.

Talvez por eu ser menina, muito do fanservice aplicado ali não cola comigo, por vários motivos, mas vamos começar do começo. P! começou a ser publicado em 2014 na Young Animal, mesma casa do Berserk, ou seja, é um seinen. E isso me animou bastante, só que bem...
Ruru, Riri e Nono

A trama de P! gira em torno de Ruru, uma garotinha comum que ainda está no primário e vive altas aventuras com suas amigas Nono e Riri (que nomes criativos). Só que Ruru não é uma garotinha, na verdade, ela é um cara de trinta anos que acidentalmente desejou ser uma garotinha para uma fada bem bizarra.

O plot tinha tudo para ser interessante. Um cara de trinta anos preso no corpo de uma menina fofinha porque estava frustrado com a sua vida adulta. Só que o mangá não está preocupado com esse embate psicológico-filosófico como acontece em ReLife. O lance aqui é carregar na mão do lolicon e fanservice e colocar meninas que nem começaram a desenvolver o corpo em situações sexualmente embaraçosas.

Nenhum ecchi que eu tinha lido até então (e eu li Prison School completo) tivera tanta pagação de calcinha por página. Basicamente, é um slice of life onde em algum momento vai rolar uma situação sexual com meninas na casa dos dez anos. Não há sexo, mas todas as cenas as meninas são desenhadas em posições muito provocantes, mas com expressões angelicais, e todo o contexto é sexual, porque mesmo que elas estejam apenas trocando de roupas para a aula de educação física, Ruru ainda pensa como um cara de trinta anos.

Para piorar, a tal fada que o transformou em garota aparece vez ou outra para inventar uma regra maluca, como o fato dele precisar estar sempre vestindo calcinha se não volta a ser homem ou quando ela precisa roubar as calcinhas das amigas.
A fada, que parece um bichinho de pelúcia, também é obcecada por calcinhas
Resumindo, é puro fanservice em todas as páginas, sem acrescentar nenhum conteúdo. É ruim? Não, mas é difícil imaginar isso saindo em uma revista regular, e não sendo um dj obscuro sobre lolicon e pedofilia. E eu não sou uma opositora ferrenha de loli ou shotacon, não são meus gêneros preferidos, mas eu leio se houver uma trama, só que P! está só para vender calcinhas e marmanjo fantasiar com menininhas que nem tem pelos pubianos. Ele não é erótico o suficiente para ser um hentai, nem engraçado o suficiente para se vender como comédia, nem bom o suficiente para ter uma história sólida o suficiente que te faça aceitar menininhas pagando calcinha como normal ou aceitável.

Até onde li? Capítulo 8.
Pretendo continuar lendo? Não.

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